ANTIFORMAS DA INTERVENÇÃO
- 06 de janeiro até 15 de dezembro
- Terça-feira
- 19h às 22h
- Presencial
- Contínuo
Apresentação
O curso propõe uma orientação conceitual e prática voltada à criação e desenvolvimento de trabalhos em diversos suportes — estáveis (pintura, escultura, objeto, instalação, desenho, gravura) e efémeros ou virtuais (site-specific, fotografia, vídeo, grafite, performance). Análise e debate da produção dos participantes em relação à cena internacional da arte contemporânea - sob fundamentação cruzada de história, teoria e crítica.
Programa
Conceitualidade e experimentação como pólos determinantes da atualidade em arte: a oficina propõe ao participante a prática e a abordagem informada de um variado número de meios, procedimentos e formas da Arte Contemporânea.
Compreendendo arte como uma atividade existencial, o objetivo é fortalecer a experiência crítica e autocrítica de artistas em formação ou profissionalizados a partir da análise e debate de seus trabalhos ― confrontados, então, com as mais significativas realizações da arte de hoje no Brasil e no exterior, e sob rigorosa observação da história e da teoria da Arte Contemporânea; do sistema de arte mundial (seus agentes e modos operacionais); do fim da originalidade em arte (“arte é potência”); e da experiência paradoxalmente cirúrgica e indefinível de objetos e intervenções de arte propostos em forte tensão com a realidade.
A diversidade de suportes, meios e procedimentos da arte contemporânea requer uma abordagem também difusa, de caráter multidisciplinar. A consideração inicial é a de que quaisquer argumentos têm validade apenas setorial, provisória, visto que a inexistência hoje de critérios formais ou materiais (ou quaisquer outros dispositivos explicitados objetivamente) contesta qualquer hipótese conclusiva acerca da arte e de suas possibilidades.
A técnica de trabalho ou estímulo é o brainstorm: um ataque simultâneo de conhecimentos especializados e referências cruzadas da história da arte, filosofia, psicanálise, sociologia, física e antropologia ― entre outras disciplinas.
Professores
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Dinâmica
A dinâmica incluirá análises individuais de trabalhos de cada artista participante, discussões teóricas e apresentação de referências da cena da arte contemporânea brasileira e internacional e compartilhamento de conteúdos semanalmente no grupo de trabalho (via whatsapp). Além de orientação coletiva durante as sessões presenciais, bem como virtualmente no grupo de trabalho.
Serão discutidos, ao longo do curso, os seguintes temas:
• Experimentação e conceitualidade: os polos determinantes da atualidade na arte;
• O Sistema mundial da arte contemporânea: agentes e modos operacionais (o artista, o galerista, o mercado global, o curador, o colecionador, a instituição, a fundação, a galeria, as bienais, a Documenta, as feiras, os leilões, a formação acadêmica, a escola livre, as publicações, os coletivos, as ONGs);
• O fim da originalidade em arte: arte é potência;
• A experiência paradoxalmente limítrofe e indefinível de objetos e intervenções de arte propostos em forte tensão com a realidade;
• Choques programáticos da Arte Moderna;
• A crise de linguagens na pós-modernidade;
• A desmaterialização do objeto de arte e Neo Conceitualismos;
• A autoria na era das imagens derivadas;
• Multimeios e maximalismo.
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Público Alvo e pré requisitos
Indicado para pessoas interessadas em desenvolver trabalhos de artes visuais ― independentemente do suporte (Pintura, Fotografia, Escultura, Vídeo, Instalação e Trabalho para Contexto Específico) ― e para aqueles com processos artísticos em andamento.
O curso também se destina a quem deseja se aproximar/entender todo e qualquer fenômeno artístico, desde a arte que antecede a fundação da história até a arte contemporânea, passando pela arte moderna.
Refefências
ARGAN, Giulio Carlo. *Arte Moderna (do Iluminismo aos Movimentos Contemporâneos)*. São Paulo, Companhia das Letras, 1992
ARGAN, Giulio Carlo. ‘Arte e Crítica de Arte’. Lisboa, Editorial Estampa, 1988
CAUQUELIN, ANNE. ‘Arte Contemporânea: uma introdução’. São Paulo, Editora Martins Fontes, 2010
COCCHIARALE, Fernando. ‘Quem tem medo da Arte Contemporânea?’. Recife, Fundação Joaquim Nabuco/Editora Massangana, 2006
DANTO, ARTHUR C. ‘Após o fim da arte: A arte contemporânea e os limites da história’. São Paulo, Editora Edusp, 2006
FOSTER, Hal. ‘Recodificação – Arte, Espetáculo, Política Cultural’. São Paulo, Casa Editorial Paulista, 1996
GOMBRICH, E. H. ‘A História da Arte’. Rio de Janeiro, Zahar Editores, 1985
GOMPERTZ, WILL. ‘Isso é arte?: 150 anos de arte moderna do impressionismo até hoje’. Rio de Janeiro, Editora Zahar, 2013
HOLZWARTH, Hans Werner. ‘100 Contemporary Artists’. Köln, Taschen, 2009
LUCIE-SMITH, Edward. ‘Os Movimentos Artísticos a partir de 1945’. São Paulo, Editora Martins Fontes, 2006
O'DOHERTY, BRIAN. ‘No Interior Do Cubo Branco - a Ideologia Do Espaço Da Arte’. São Paulo, Editora Martins Fontes, 2007
ROELS JR, Reynaldo. ‘Escultura Objeto 3D’. Rio de Janeiro, Barléu Edições, 2019
STANGOS, Nikos (org.). ‘Conceitos da Arte Moderna’. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 2000
Cursos voltados às diferentes PRÁTICAS ARTÍSTICAS, que estimulam a experimentação de meios, materiais, com ênfase nos processos de investigação e produção de trabalhos e no acompanhamento continuado dessa produção.
